sábado, 17 de setembro de 2011

A Flor

E estava lá a germinar, irá crescer então, a flor da ilusão
Que irá brotar, forte, cheia de cor e amor, pois seu interior só havia amor.
Logo ela nasceu, e todos comentaram : A flor floresceu !
E ela sorria, com cada uma de suas pétalas, todos os dias.
E o sol dava graciosidade, força, luz e tranquilidade
A chuva oferecia lhe paz, e com cada gota que caia a flor queria mais
Ela estava lá, fortemente agarrada a terra, segura do seu corpo, cravada na terra
sugando as forças vitais que dos mortos ali caídos restara
Ela respirava o ar mais puro que o vento podia lhe trazer
A flor tinha o mais agradável perfume, que o ar levava para o mundo, causando sorrisos inesperados
e suas cores refletiam nos olhos, como o mais belo arco-íris
Mas um dia, o sol deixou de lhe dar luz, então, a flor perdeu a força
A chuva não lhe oferecia mais paz, e não caia sobre ela
Aterra já não a agarrava , estava solta, não havia segurança alguma ao corpo
Ela também já não sugava as forças vitais dos mortos ali caídos.
O vento já não passava e não havia por ali ar puro
O seu perfume se tornara insuportável, desagradável, fazendo lágrimas rolarem inesperada
Não havia cor alguma a ser refletida, não havia nada.
Então a flor lembrou-se, que tudo acontecera, pois o mais importante não tinha segurado em seus braços,
tinha deixado a força que a mantinha viva escapar e a ilusão da sua existência tinha acabado,
era agora cinzas, sobre a terra, alimentando outros corpos, pois pagava pela fuga de um único sentimento
Ela deixara escapar o amor, e então, morreu a ilusão da flor, que nunca tinha existido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário